Belo Horizonte, .
 
 
 

 


Precarização e desemprego

.: Terceirização é condenada pelos trabalhadores no Brasil

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Os trabalhadores brasileiros já experimentam na carne os efeitos das sucessivas medidas do Governo Temer para cassar direitos, como na “reforma trabalhista” de 11 de novembro de 2017.
Mas uma das principais tragédias viabilizadas por votação do Supremo Tribunal Federal (STF) escancarou a eliminação dos encargos sociais, direitos de acordos e convenções coletivas, além dos prescritos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).
A aprovação da “terceirização ilimitada” pelo STF resolve, a favor dos patrões, um velho dilema que permitia à Justiça proteger os direitos dos trabalhadores, agora com caminho aberto para sentenciar a exploração de mão de obra em condições irrisórias de salários e de ambientes desumanos de trabalho.
Trabalhadores têm consciência do golpe
Uma pesquisa realizada de 7 a 11 de setembro pelo Instituto Vox Populi, com 2.000 entrevistas em 121 municípios, abrangendo todos os Estados e Distrito Federal demonstra a compreensão de 36% dos trabalhadores brasileiros de que a “lei da terceirização” é boa para os patrões. Apenas 2% dos entrevistados consideram benefícios para trabalhadores.
As mulheres predominam em condenar a terceirização (37%), computando-se 36% para os homens.
Avaliados pelo nível de escolaridade, 42% com ensino superior consideram a terceirização boa para os patrões, acompanhadas de 38% com ensino médio e 33% apenas com o ensino fundamental. A aceitação da terceirização atinge apenas 2% em todas as faixas de escolaridade.
Outra constatação que demonstra os impactos permissivos da terceirização e da reforma trabalhista, 13% trabalha em empresa terceirizada, outros 5% através de contrato intermitente e também 5% com contrato parcial de trabalho.
No perfil socioeconômico dos entrevistados, 17% trabalham com carteira assinada, 9% sem carteira assinada, 9% como autônomos, 13% estão desempregados há mais de um ano, 2% desempregado há menos de um ano, 16% são donas de casa, 5% trabalham com “bicos” e freelance, 14% são aposentados, 3% são empresários.