Belo Horizonte, .
 


Desemprego e CPMF

.: Guedes quer mais estragos
nos direitos dos trabalhadores

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Para o governo Bolsonaro não há tragédia que não possa piorar. Paulo Guedes, ministro da Economia de Bolsonaro planeja mais um ataque aos direitos sociais ligados aos contratos de trabalho e pretende fazer mais cortes para “desonerar” folhas de pagamentos de salários para favorecer empresas. A medida é mais uma falácia como idéia para gerar empregos após o pico do coronavirus, fadada aos mesmos resultados de empregabilidade que foram pregados pelo “posto Ipiranga” quando destruíram os direitos com as reformas trabalhista e da Previdência.
O ministro bolsonarista afirma que "no Brasil do desemprego em massa, temos que ter coragem de lançar esse sistema alternativo. Com menos interferência sindical, com menos legislação trabalhista". Pretende insistir com a criação da “carteira verde amarela”, para permitir às empresas explorarem mão de obras, gastando menos em contratos que eliminam quaisquer benefícios sociais. Chama sua estratégia de exploração social como “um regime emergencial contra o desemprego em massa”, não lembrando que esta tragédia vem sendo criada por uma política econômica e fiscal draconiana, com impostos escandalosos sobre a produção, preferindo atacar direitos sociais que ampliam a miséria no País.
CONTAS VOLTARÃO A SER ROUBADAS POR OUTRA CPMF?
O ministro da Economia de Bolsonaro pretende também ressuscitar uma forma de CPMF. O escandaloso imposto cobrado pelo Governo Federal sobre qualquer operação financeira está sendo cogitado de voltar a ser implementado por Guedes. Pretende criar uma contribuição sobre pagamentos digitais. Sem dar qualquer pista de mais este ataque ao bolso de todos os brasileiros, o ministro afirma que buscará apoio político no Congresso para a volta do imposto que come dinheiro em qualquer operação financeira que se faça.
Curioso ainda, Guedes afirmou em reunião com empresários no dia 19 de maio que buscará recursos para, “quem sabe, chegar num momento de dizer que está pago o coronavirus”, contra da tragédia a ser jogada sobre a sociedade, sem que esta tenha sido assistida de forma responsável e humana pelo Governo.
O ministro indica que o País será preparado para uma “retomada” em medidas que devem ser lançadas dentro de 30 a 40 dias.

 

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