Belo Horizonte, .
 


Trava na Aposentadoria

.: Militares recusam socorrer
trabalho no INSS sucateado

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vem sendo utilizado ao longo dos anos para retirar condições de sustentabilidade da classe mais pobre para engordar aposentadorias milionárias dos que têm salários de marajás.
Os mortais comuns ficam represados num teto máximo de aposentadoria, enquanto classes militares, juízes, deputados e outros apaniguados vão para o descanso eterno com salários dignos de executivos de multinacionais.
Além de todas as irregularidades, fraudes e injustiças, que minam a sustentabilidade financeira construída pelas contribuições de milhões de trabalhadores, o INSS vem sendo literalmente destruído com o fechamento de agências, aposentadorias precoces de funcionários apavorados com as repercussões da “reforma da Previdência”.
Pela lei, o prazo para responde requerimentos de aposentadorias é de 45 dias. O próprio governo chegou a admitir que cerca de 1 milhão e 800 mil requerimentos de aposentadorias ficaram represados na fila de concessão de cartas de aposentadorias. O atraso da concessão do direito a esta imensidão de brasileiros soma-se a uma verdadeira caçada de beneficiários aposentados por doença e invalidez, sob o eufemismo do “pente fino” para cancelar aposentadorias ditas irregulares. Centenas de pessoas, obrigadas a voltar ao trabalho em plena velhice, se apresentam escangalhadas pela completa incapacidade laboral e defasados do processo de trabalho do qual estão afastados longos anos. Com isto, o governo faz caixa na Previdência e desvia recursos para socorrer outras obrigações sociais cujos recursos não poderiam definitivamente sair deste fundo construído pelos trabalhadores.
Agora, o Governo se diz empenhado em zerar os requerimentos em seis meses, acumulando apenas o número de requerimentos realizados no próprio mês. A promessa, no entanto, precisa de outra solução anterior: não existe pessoal suficiente para analisar e deliberar sobre os requerimentos, pois a estrutura funcional do INSS está destruída e continua se deteriorando.
A saída encontrada por Bolsonaro é convocar 7 mil militares da reserva para fazer o serviço, com um bônus de 30% de gratificação a um custo de mais de R$ 14 milhões mensais, ou seja, pagando mais para quem já tem renda garantida, esquecendo-se dos milhões de desempregados pelo País afora.
Mesmo assim, já surgem resistências de militares que não querem se submeter nesta guerra. Mesmo que se apresentem voluntariamente, para um trabalho estimado para nove meses, todos precisariam passar por um treinamento, que demandaria custo e tempo, mantendo os requerimentos de aposentadoria na longa e vergonhosa fila do atraso.
Hoje, o INSS tem cerca de 23 mil funcionários, sendo 1.514 deles afastados, 6,3 mil têm idade entre 51 e 60 anos e 3,5 mil acima de 60 anos.
O governo, no entanto, em nenhum momento, não fala em convocar concurso público para suprir a falta de trabalhadores. O discurso é apenas de cortes nas estruturas. Todos que ingressaram e ainda conseguem encaminhar processos de aposentadoria correm o risco de continuarem na imensa fila da irresponsabilidade e descompromisso social.

 

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