A roubalheira contra os aposentados supera em muito a tipificação de apenas “um escândalo” com os descontos criminosos realizados nas aposentadorias sem autorização dos titulares dos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Uma reparação esperada deve se ancorar nas apurações da Polícia Federal não apenas para ressarcir os aposentados roubados, mas também de enjaular os responsáveis pelos crimes cometidos ao longo dos anos.
As suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e enriquecimento ilícito dos gestores que passaram pelos altos escalões da Previdência Social, envolvendo ainda funcionários que facilitaram as manobras burocráticas no sistema que viabilizam as fraudes.
As contestações dos aposentados e pensionistas identificaram 41 entidades que cobravam mensalidades nas aposentadorias fraudando autorizações dos descontos, sem assinatura dos beneficiários.
Cerca de 1,5 milhão de aposentados e pensionistas do INSS preencheram as requisições para solicitarem o reembolso dos descontos irregulares em seus benefícios. Em apenas quatro dia, até 17 de maio, as solicitações chegaram a 1.467.933 de beneficiários que não autorizaram os descontos. Neste curto período, acessando o aplicativo do INSS,apenas 27.023 conheceram a autorização dos descontos.
As associações acusadas têm 15 dias uteis para darem respostas às contestações feitas pelos aposentados e pensionistas que acessaram o aplicativo, devendo fazer o ressarcimento ao INSS, que repassará os valores nas contas dos beneficiários.
Segundo informações do Governo Federal, os beneficiários serão ressarcidos com dinheiro bloqueado dos bens das associações e das pessoas investigadas. Caso o valor não seja suficiente, o governo admite utilizar recursos da União para restituir os valores aos beneficiários prejudicados.